Brasil tem um dos piores índices de proficiência do mundo

 

O Brasil ostenta um dos piores índices de proficiência na língua inglesa do mundo. É o que indica pesquisa da escola e agência de intercâmbios Education First (EF).

De acordo com o estudo, os brasileiros receberam nota média de 47,27 no índice English Proficiency Index (EPI) – desempenho inferior ao apresentado por participantes de países como Argentina, Costa Rica e República Tcheca.

Com isso, o Brasil conquistou a 31ª posição em ranking de 44 países que não têm o inglês como língua oficial.

Leia na íntegra materia da Revista Exame

http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/brasil-tem-um-dos-piores-indices-de-proficiencia-em-ingles-do-mundo

A importância da repetição

Em um artigo muito interessante , o jornalista Hélio Schwartsman cita  estudos realizados nos Estados Unidos que demonstram a importância da “decoreba” na aprendizagem. A leitura do texto confirmou o que já venho praticando há anos -drills- exercícios repetitivos de memorização de novas estruturas gramaticais .

Na aprendizagem da língua materna , a criança passa seu primeiro ano de vida ouvindo sons , que se transformam em significados , para só então ela começar a produzir  , balbucios, sons e num processo mais longo ir juntando sílabas , formando palavras e frases.A repetição está fortemente presente .

O método audiolingual de ensino de línguas estrangeiras que enfatizava a mecanização do processo de aprendizagem de línguas  despontou depois da Segunda Guerra Mundial quando soldados americanos precisavam aprender idiomas europeus com rapidez.Fundamentado no Behaviorismo , o método caiu no ostracismo com o advento de novas teorias e principalmente devido ao preconceito em relação a tudo que tivesse um viés comportamentalista . Ganhamos muito com o Construtivismo e com a Abordagem Comunicativa no ensino de línguas , mas já temos maturidade hoje de fazermos uma síntese de tudo o que contribui para o desenvolvimento e aprendizagem. 

Segue aqui na íntegra o artigo do Hélio – Folha de São Paulo- 22 de janeiro de 2011

HÉLIO SCHWARTSMAN

A vingança da decoreba

SÃO PAULO – Esta vai deixar alguns pedagogos de cabelos em pé. Trabalho publicado anteontem na “Science” mostra que alunos que estudam por métodos do tipo decoreba aprendem mais do que os que utilizam outras técnicas.
O “paper”, que tem como autor principal o psicólogo Jeffrey Karpicke, da Universidade Purdue, comparou o desempenho de voluntários que estudaram um texto científico se valendo de um método que enfatiza a memória (leitura seguida de um exercício de fixação mnemônica) com o de alunos que usaram a técnica do mapa conceitual, na qual leem o texto e depois desenham diagramas relacionando os conceitos apresentados.
Desenvolvido por Joseph Novak nos anos 70, o mapa conceitual tem como pressuposto a teoria da aprendizagem significativa, segundo a qual aprender é estabelecer relações relevantes entre ideias.
Uma semana depois, os estudantes fizeram um exame para descobrir quanto haviam aprendido. O grupo da decoreba teve um índice de acertos 50% maior do que o do mapa. A grande surpresa, porém, foi que os memorizadores se saíram melhor tanto nas perguntas que envolviam a mera reprodução das ideias originais como também nas questões que exigiam que eles fizessem inferências, estabelecendo novas conexões entre os conceitos.
Um segundo experimento aprofundou um pouco mais esses achados, explorando, por exemplo, o desempenho de um mesmo estudante com os dois métodos de estudo. Em todas as situações, a decoreba apresentou melhores resultados que o mapa conceitual.
Evidentemente, ainda é cedo para generalizar as conclusões desse trabalho, que ainda precisa ser reproduzido em outros centros para ganhar nível de evidência. Mas já é certo que ele cairá como uma bomba na guerra pedagógico-ideológica que opõe os entusiastas da educação construtivista aos defensores de métodos tradicionais.

Observações sobre o -INHO e -ÃO

Veja que interessante o artigo recentemente publicado no The Economist sobre o uso dos sufixos -inho e -ão na língua portuguesa.

Divertido, inteligente .

Atente a como o autor tenta traduzir para om inglês frases no diminutivo e aumentativo .

Você  já havia se dado conta de como usamos com MUITA freqüência estes sufixos?

Enjoy

Mar 10th 2011, 19:08 by H.J. | SÃO PAULO)

Before  I came to Brazil I was baffled by the suffix “inho” (feminine form: “inha”). It is used a lot in Brazilian Portuguese, my textbook explained: as a diminutive; as an endearment; for emphasis; to indicate displeasure—and my favourite, “in a manner that is characteristic of the language, without defined meaning”. I guess you have to be Brazilian to get all the nuances, but now that I’ve lived here for all of eight months I’m starting to get a handle on some of them.

It makes nicknames: the footballer Ronaldinho was christened Ronaldo (it is, by the way, pronounced “een-you”, so unless you speak Portuguese you’ve probably been saying his name wrong). As a diminutive I hear it all the time: “Só um minutinho” (Just a moment); “Pouquinho mais?” (A little more?). A “velhinha” is a little old lady. But “obrigadinho(a)” means “Thanks a lot”, with even more doubtfulness of interpretation than in English. (Grateful? Caressing? Sarcastic? Cross?) From observation, the interrogative “Cafezinho?” appears to mean: “Would you like a small, vilely strong and oversweetened cup of coffee?” Often, as far as I can tell, it means little more than: “It’s been a few minutes since I’ve added ‘inho’ to anything, so I’ll stick it on to this noun, right here.”

It’s so multi-purpose that my family has started sprinkling it around, even in English: my five-year-old has a “skateboard-inho” and when we fly we keep our “suitcase-inho” with us in the cabin. I’m now thinking about adding another hard-working Portuguese suffix to my English vocabulary: the augmentative “ão”. Lots of Portuguese words end with this sound, which comes out like “ow” with nasalisation, like the French hum in “bon”. Add it to a word that doesn’t have it, and you make it bigger or stronger: your boss is a “chefe”, but a Big Boss is a “chefão”, and there is a well-known all-you-can-eat steak house in Rio de Janeiro called “Porcão”. (“Porco” means pig.)

The “ão” suffix got an outing on the national stage on March 3rd, when last year’s GDP figures were released. Brazil grew by 7.5%, a rate it hasn’t managed since 1986. How to express the sheer immensity of one’s pleasure? Such a prodigious achievement! Such a colossal economy! For Brazilian politicians and commentators it was easy: take the Portuguese acronym for gross domestic product (PIB: produto interno bruto), stick “ão” on the end and declare Brazil the proud possessor of a “Pibão”. Dilma Rousseff, the president, even declared the “Pibão” to be “bão”. To express that in English you would need to say something absurdly clumsy like: “The mega-GDP was mega-good.” I feel another attack of Portuglish coming on.

via  denilsodelima.blogspot.com

Do you speak google?

A matéria de capa da Veja desta semana trata dos avanços extraordinários que o Google tem feito em seu tradutor e aponta , através de citações de especialistas em várias áreas , o futuro da comunicação entre diferentes povos . Causou-me perplexidade a afirmação de que a língua Inglesa será a última língua franca . Bem, a reportagem é 95% Google. Deixo aqui , então alguns questionamentos :
  • Estamos usando a tecnologia como ferramenta para desenvolver ou embotar habilidades humanas como comunicação e relações interpessoais ?
  • Que legado de educação deixamos para futuras gerações ? O estímulo a usar ferramentas ou a desenvolver o senso crítico e o espírito curioso por diferenças culturais ?

Li um belo ensaio do escritor- tradutor afegão-americano Tamar Ansari dizendo que jamais conseguiria traduzir em uma única palavra o termo farsi “qukh”, que significa a sensação na pele de ter a roupa úmida colada ao corpo e a sensibilidade que causa despreender a roupa da pele. Tudo bem que talvez isso não seja lá muito necessário ou prático. Mas será que o Google traduziria essa riqueza de linguagem ?

Tongue Twister

Repeat with me :

Three witches watch three Swatch watches. Which witch watch which Swatch watch?

 

Three Swedish switched witches watch three Swiss Swatch watch switches. Which Swedish switched witch watch which Swiss Swatch watch with

Ttrava-língua é um ótimo exercício para destravar a língua, trabalhar produção de sons , entonação e cadência da frase .

Enjoy!